Natureza Quase Humana

    Natureza Quase Humana

    Human Nature

    In the Interest of Civilization... Conform.
    1 h 36 min
    Metadata
    Título Natureza Quase Humana
    Título Original Human Nature
    Diretor Michel Gondry
    Tempo de Filme 1 h 36 min
    Data de Lançamento 18 de maio de 2001
    País  United States of America
    Orçamento $6.000.000
    Receita $705.308
    Atores
    Estrelando: Patricia Arquette, Tim Robbins, Rhys Ifans, Miranda Otto, Rosie Perez, Peter Dinklage, Hilary Duff, Bobby Pyle, Mary Kay Place, Robert Forster

    A resenha do filme Natureza Quase Humana (Human Nature) foi escrita por Mayra Matuck Sarak.

    A sexualidade é romantizada e ignora o fato de que às vezes somos um pouco grotescos” Michel Gondry

    O diretor Michel Gondry nasceu na cidade de Versailles, França, no dia 8 de maio de 1963. Seu trabalho é baseado no universo pop, na cultura a partir da década de 60, mas ele “surge” no final dos anos 80. Gondry é conhecido por uma imaginação sem fim, e em meio à ditadura digital, propõe o truque circense e a fantasia low-technology. “A Natureza Quase Humana” foi seu primeiro longa. Antes disso, produzia clipes musicais surreais com a cantora islandesa Bjork. São recorrentes em seus outros clipes, o cenário gótico, onírico e a aparente ausência de ligação entre os elementos.

    Em 2004, Gondry ganha reconhecimento ao dirigir “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”, com Jim Carrey e Kate Winslet, Elijah Wood e Kirsten Dunst, também roteiro de Charlie Kaufman; seu parceiro de trabalho. Charlie Kaufman, por sua vez, é roteirista do famoso “Quero Ser John Malkovich”, e junto com Gondry, fazem os personagens sofrerem de algo em comum: não serem amados do modo que gostariam.

    Natureza Quase Humana (Human Nature)

    Natureza Quase Humana (Human Nature)

    Pufh (interpretado por Rhys Ifans) foi levado para a floresta pelo próprio pai quando Kennedy foi assassinado. Seu pai estava desiludido com a raça humana. Por conta disso, Puff cresceu sem nenhum contato com a civilização. Puff foi um adulto puro até…

    A pobre Laila, vivida por Patricia Arquette, é uma escritora cheia de desejos físicos quase insaciáveis, mas que possui dificuldade para colocá-los em prática porque seu corpo é cheio de pelos. Desde pequena, soube que viveria com esse contratempo. Esse foi o motivo que fez com que a mãe de Laila a orientasse a mergulhar no mundo do conhecimento, pois não iria se casar. Mas Laila foi teimosa e começou um tratamento de eletrólise para retirar os pelos em excesso causados por um problema hormonal, e assim buscar um amor…

    O Dr. Nathan Bronfman (Tim Robbins) trabalha em seu laboratório condicionando o comportamento de ratos na mesa. Gosta do que faz. O Dr. Nathan é virgem, e possui um pênis minúsculo. Um dia é apresentado a Laila e começam a namorar…

    Esses três personagens bizarros possuem algo em comum: estão alheios da sociedade. Vivem uma vida muito escondida, não a compartilham com ninguém. Mas um dia, eles se cruzam no estranho roteiro de Charlie Kaufman. Puff é para Laila uma inspiração sobre a natureza pura do ser humano, é alguém desprovido de maldade, dos valores estéticos que tanto a repudiam. Por sua vez, Laila é para Puff, um símbolo de desejo instintivo. É o motivo de sua grotesca masturbação. E, para o Dr. Nathan, Puff é uma oportunidade para ensinar hábitos de etiqueta para um ser humano, ao invés de ratos! E, quem sabe, ganhar status.

    Human Nature

    Um filme intelectualmente instintivo ou instintivamente intelectual?

    O gênero de “A Natureza Quase Humana” é comédia, mas sua essência é dramática. É necessário um olhar puro para desmembrar a poética desse filme que se revela nas sensações profundas do ser humano de uma forma muito bizarra. Faz uso de uma sexualidade grotesca e de um tesão estranho num cenário multicolorido, que simboliza o mundo tátil, material, exuberante nas formas, cores e elementos. O diretor Michel Gondry foi surreal no jogo de câmera. Criou assim, um cenário de ideias ofegantes, naturais e animalescas.

    Um filme intelectualmente instintivo ou instintivamente intelectual? Desafio para qualquer um que não curte um “filme cabeça”, que não gosta de pensar quando assiste uma história, que apenas quer descontrair, sair do mundo maçante. Desafio ou diversão para quem curte um “filme cabeça”, para qualquer um que tenha ideias de reflexão. Em resumo: não é o tipo de filme que agrada a todos. É aquele filme que ou se ama ou se odeia. Ah, mas se você conseguir odiá-lo… – “lembre-se da sociedade, e na dúvida, caso sinta vontade de fazer alguma coisa, não faça!

    …há de fato um paraíso perdido. Os humanos ficaram tão ufanos de suas proezas intelectuais… que esqueceram-se de olhar a natureza… como uma professoraPuff

    Às vezes não temos controle sobre essas coisas que nos afastam do amor, e não ter amor é uma tragédia”. Tim Robbins comentando sobre o Dr. Nathan

    A vida humana não é só luta com a matéria, mas também é a luta do homem contra sua alma”. Gasset

    O macaco é o nosso parente mais próximo, primeiramento o Chipanzé. Apenas um cromossomo nos diferencia. Mas você sabe mesmo o que nos diferencia?
    – Não papai, o quê?
    – A civilização!

    Veja o Trailer do Filme Natureza Quase Humana

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    5 Comentários

    1. Denis

      Eu ja vi esse filme, é muito doente! Doente no bom sentido, mas é totalmente diferente de qualquer filme que voce possa ter visto….
      é muito bom!

    2. Débora

      Muito bem redigida a resenha, parabens

      Amei esse filme, nos remete a pensar em muito na profundeza do ser humano.

    3. Douglas

      Parabéns a todos pelo excelente trabalho!

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