Django Livre

    Django Livre

    Django Unchained

    O D é mudo, a revanche não será.
    2 h 45 min
    Metadata
    Título Django Livre
    Título Original Django Unchained
    Diretor Quentin Tarantino
    Tempo de Filme 2 h 45 min
    Data de Lançamento 25 de dezembro de 2012
    País  United States of America
    Orçamento $100.000.000
    Receita $425.368.238
    Atores
    Estrelando: Jamie Foxx, Christoph Waltz, Leonardo DiCaprio, Kerry Washington, Samuel L. Jackson, Walton Goggins, Dennis Christopher, James Remar, David Steen, Dana Gourrier, Nichole Galicia, Laura Cayouette, Ato Essandoh, Sammi Rotibi, Clay Donahue Fontenot, Escalante Lundy, Miriam F. Glover, Don Johnson, Franco Nero, James Russo, Tom Wopat, Don Stroud, Russ Tamblyn, Amber Tamblyn, Bruce Dern, M.C. Gainey, Cooper Huckabee, Doc Duhame, Jonah Hill, Lee Horsley, Zoë Bell, Michael Bowen, Robert Carradine, Jake Garber, Ted Neeley, James Parks, Tom Savini, Michael Parks, John Jarratt, Quentin Tarantino, Amari Cheatom, Keith Jefferson, Marcus Henderson, Lil Chuuch, Kinetic, Louise Stratten, Kim Robillard, Shana Stein, Shannon Hazlett, Jack Lucarelli, Victoria Thomas, Grace Collins, Sharon Pierre-Louis, Christopher Berry, Kim Collins, Dane Rhodes, J.D. Evermore, Rex Linn, Michael Bacall, Ronan Hice, Ned Bellamy, Dave Coennen, Danièle Watts, Jon Eyez, Omar J. Dorsey, Evan Parke, Craig Stark, Brian Brown, Ritchie Montgomery, Nicholas Dashnaw, Jarrod Bunch, Edrick Browne, Kerry Sims, Jamal Duff, Todd Allen, Lewis Smith, Keniaryn Mitchell, Jakel Marshall, Carl Singleton, Ashley Toman, John McConnell, Mark Amos, Monica Rene'e Anderson, Marsha Stephanie Blake, Catherine Lambert, Deborah Ayorinde, Takara Clark, Kimberley Drummond, Tenaj L. Jackson, Carl Bailey, Ross P. Cook, Gregory Allen Gabroy, Gene Kevin Hames Jr., Seth Bailey, David G. Baker, Richie J. Ladner, Glen Warner, Kesha Bullard, Edward J. Clare, Jordon Michael Corbin, Mike DeMille, Santana Draper, Gary Grubbs, Justin Hall, Jacquelyn Twodat Jackson, Sandra Linz, Kasey James, Skipper Landry, Elton LeBlanc, Cindy Mah, Johnny Otto, Belinda Owino, Erin Pickett, Mark Ulano, Misty Upham

    A resenha do filme Django Livre (Django Unchained) foi escrita Marcelo Molinari (Blog)

    Imagino quantas pessoas que foram assistir o filme Django Livre conhecem as fontes que Quentin Tarantino baseou-se. Pelo que pude constatar, a maioria que assiste este filme e mesmo outros filmes de Tarantino, não conhece a tradição na qual o diretor insere-se. Se é que podemos falar em tradição neste caso, já que o diretor parece gostar de avacalhar com tudo o que faz.

    Cartaz do Filme Django Livre (Django Unchained)

    Cartaz do Filme Django Livre (Django Unchained)

    Django Livre é uma tentativa de brincar com um gênero que em sua gênese já brincava com outro gênero de cinema: os Spaghetti Western. Os Spaghetti Western foram criados de modo a ironizar ou quebrar alguns dos grandes tabus do western. O herói que era levado a sério nos filmes norte-americanos tornou-se uma figura mais estilizada nos filmes europeus. Os principais clássicos do gênero são os três filmes de Sergio Leone, a chamada Dollars Trilogy. Nestes filmes os personagens são marcados por um tom épico e grandioso, poderíamos falar até mesmo em um exagero. O terceiro filme desta trilogia é um clássico absoluto, um dos melhores westerns já criados.

    Tarantino sempre gostou dos Spaghetti Western e dos Westerns em geral. O próprio termo Pulp Fiction, o título do principal filme do diretor, remete a um gênero de literatura ligado aos Westerns. No Brasil, não se fala tanto em cinema de gênero, mas nos Estados Unidos, a ideia de cinema de gênero é muito forte. Muitos diretores e roteiristas poderão, ainda hoje, não se meter a trabalhar com cinema de gênero por ser considerado um nicho inferior. Não é o caso de Tarantino, um verdadeiro viciado em cinema deste tipo. Não há um filme do diretor que não seja ancorado em algum gênero.

    Em Django Livre o diretor está tentando fazer um Spaghetti Western. Se ele realmente poderá equiparar-se aos grandes clássicos é outra história. Em minha opinião o diretor não alcança o mesmo poder dos filmes originais. Não que existam apenas grandes filmes neste gênero, a maioria é de qualidade média a ruim. Neste ponto, Tarantino tem a vantagem de poder trabalhar com um grande orçamento e contratar grandes atores. O que não era o caso nos anos 60 e 70, o próprio Clint Eastwood era um ator ascendente quando participou da Dollars Trilogy. O filme de Tarantino é um caso estranho por estas razões. Normalmente um ator como Leonardo DiCaprio ou mesmo um oscarizado como Jamie Foxx não participariam de um filme de gênero. Pelo menos se seguirmos as regras do passado. Hoje, Tarantino conquistou o status de artista ou diretor criativo, permitindo-o criar uma estranha aberração como Django Livre. Grandes atores e grandes orçamentos empatados em um filme B que é
    tratado como filme A.

    O curioso panorama de criação deste filme acaba explicando-o e tirando sua força. Muitas pessoas poderão gostar do filme. Poderão até mesmo enxergá-lo como uma obra de arte, com tiradas irônicas e sarcásticas. Os filmes do Tarantino geralmente são consumidos por um público geral leigo e também por um público ligeiramente mais inteligente que pode enxergar no diretor algum tipo de gênio artístico. Este público pode tentar defender de alguma forma o filme e seu diretor. A realidade é um pouco pior.

    Os Spaghetti Western conseguiam equilibrar-se entre ironia e exagero e uma narrativa razoável e interessante. A pretensão dos filmes chegava ao nível do permissível. Tarantino não alcança este equilíbrio. No fundo os seus filmes não são filmes de gênero, são filmes do Tarantino. Talvez ele pense estar criando uma homenagem ou inserindo-se em uma tradição, mas acaba fazendo apenas um filme ruim, cheio de diálogos que não são sarcásticos, mas sim autoindulgentes. Os filmes de Tarantino, de modo geral, voltam-se a si mesmos sempre. Aceito apenas a ideia que o diretor é criativo. Os guerrilheiros judeus de Bastardos Inglórios e mesmo o pistoleiro negro de Django Livre são ideias boas que acabam perdidas em meio a uma arrogância artística que busca desesperadamente achar um estilo e encontra apenas a mediocridade.

    Talvez esta ideia seja muito forte para alguns. Não vejo outra saída senão amar o cinema. Para mim ficou difícil amar Django Livre.

    Quem sabe em outra oportunidade eu fale mais dos grandes Spaghetti Westerns e outros grandes westerns dos anos 60 e 70. Ou escreva um cenário baseado nas regras deste belo gênero.

    Veja o Trailer do Filme Django Livre

     

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    13 Comentários

    1. Leonardo

      Eu amei o filme django livre, achei mega legal a historia, e muita cena de violencia, o que me agrada demais.

    2. Bruno

      Eu discordo da crítica, achei o filme uma obra prima tanto que está concorrendo há varios oscars, concorreu a globo de ouro, sag awards, etc… inclusive quentin tarantino ganhou melhor roteiro

    3. Alice

      Concordo 100% com a resenha, e vou mais alem, esse filme é puro lixo…

    4. Antõnio

      Achei estranho a comparação com os filmes de Spaghetti Western. Colocar no mesmo nível o Django e comparar com estes filmes desta classe. São grandezas diferente que não dá para comparar.
      Pra mim, o filme segue um filme de western nos moldes Tarantino.
      Mistura sátira, violência, exagero, diálogos marcantes. Elementos de todo filme do Diretor.
      Pra mim acaba sendo uma crítica simples e subjetiva que no fundo se resume “eu não gosto de Tarantino”.

    5. Ly

      Django é uma tentativa. A narrativa pobre de Django não sustenta a longa duração do filme. Os personagem são desconexos e horizontais, mal proveito dos ganchos que o script oferece, dialogos desequilibrados. Tarantino se perdeu até dentro de seu domínio: o exagero; peca até na edição. Uma pena, o resultado ficou demasiadamente experimental e isso ofusca o excelente casting e trilha. Longe de ser um obra prima ou película de qualidade. Nota 6,5 devido aos altos e baixos neste apresentados.

    6. Adir

      Concordo com a resenha, inteligente e muito bem articulada percebendo-se claramente o conhecimento do autor pelo gênero western.
      O filme está mais para um roteiro de um novo game de luta com muito sangue e violência.
      A cena de dois negros lutando MMA no salão superior da casa do Di Caprio Dana White é muito ruim e fora de propósito…

    7. Alexandre

      A verdade é que nenhum crítico de cinema consegue fazer filmes tão bons quanto os que critica. Django Livre é o melhor filme do Tarantino.

    8. profeta

      Pode até não gostar do estilo, compreendendo. Mas falar em mediocridade e criatividade do trabalho e de uma pessoa no mesmo paragrafo acaba conferindo contradição, despreparo e despeito.

    9. João

      Não percebem o quanto Tarantino está enriquecendo sua obra: primeiro com Bastardos Inglórios e agora com Djando, cujo mote de ambos é a disciminação racial, e enveredando para o sempre ótimo estilo do diretor. Aliás sr. crítico, o gênero é autêntico, pois trata-se do “gênero” Tarantino. E essa originalidade tem preço: inibe que outros diretores sigam seu estilo pois, correm os risco de realizarem apenas cópias, diante da forte identidade de Quentin Tarantino.

    10. Flavio moura

      Pela sua crítica vc estragaria django livre sendo diretor ou produtor!

    11. juliano guerra

      Esse é o crítico mais chato que já vi. Cheguei a conclusão que os filmes que ele fala q é bom são ruins e os que ele fala q são ruins são ótimos.

    12. Sergio Augusto

      Ótimo !! espetacular como todos de Tarantino . Cinema é diversao . Por isso adoro os filmes dele . Assisti varias vezes .Mas como nada é perfeito ; um pouco longo .

    13. Fla

      Finalmente uma crítica que valeu a pena ler. Parece que é proibido criticar o Tarantino hoje. Eu gostei de Pulp Fiction e Kill Bill, mas Bastardos Inglórios e Django Livre muito abaixo desses primeiros. Filme ruim demais, nem os atores salvaram esta merda! Aliás a começar pelo protagonista. Fraco, fraco, fraco….Jamie Foxx só conseguiu algo na vida: ganhar um Oscar por uma caricatura e mais nada. Waltz é um chato que toda vez que abre a boca dá vontade de bocejar…..só salvo o Di Caprio, assim mesmo não escapa desta patifaria de filme!

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